Racismo ambiental: quando a desigualdade também ocupa o território

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Artigo de opinião

O racismo ambiental é uma forma de desigualdade que ocorre quando determinados grupos sociais, especialmente populações negras, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, são mais expostos a riscos e impactos ambientais do que outros setores da sociedade.

Essa desigualdade pode ser percebida na localização de áreas contaminadas, na falta de saneamento básico, no acesso desigual à água potável, na ausência de infraestrutura urbana e na ocupação de territórios sujeitos a enchentes, deslizamentos e outros problemas ambientais.

O conceito mostra que os problemas ambientais não atingem todas as pessoas da mesma maneira. As condições sociais, econômicas e históricas influenciam quem está mais protegido e quem fica mais vulnerável aos impactos ambientais.

No Brasil, compreender o racismo ambiental também significa analisar a formação histórica do território e as desigualdades que permanecem presentes no acesso à terra, à infraestrutura, aos serviços públicos e a um ambiente saudável.

Assim, enfrentar o racismo ambiental exige políticas públicas que considerem não apenas a preservação da natureza, mas também justiça social, direito ao território e igualdade no acesso a um ambiente equilibrado.


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